terça-feira, novembro 22, 2016

H'Our Branco 2015 + H'Our Rosé 2015 + H'Our Tinto 2012 + H'Our Azeite Virgem Extra 2015

A região do Douro tem sido feliz. O potencial existe, mas se não houver quem saiba trabalhar duvido que o resultado seja, na melhor hipótese, interessante. Muitas firmas antigas, outras recentes, outras familiares, pequenas e grandes têm estado a fazer bem.
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Aqui, quando digo feliz não me cinjo apenas à qualidade, que pode não sair do estilo comum, mas ainda à diferenciação. É comum, demasiadamente, falar em terroir: tudo é um terroir. Toda a gente tem um terroir ou mais. Não sei de agronomia, biologia e enologia para sentenciar o que é esse atributo.
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Não sei de agronomia, biologia e enologia, mas sei de resultados finais. Como a natureza não faz vinho, o homem tem de fazer parte do terroir – o factor humano espelha-se em tudo, desde a agricultura até às opções na adega. Para mim, o terroir é uma equação e não uma graça divina ou mágica ou de sorte.
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O H’Our Branco 2015 caiu-me no goto. Apresentei-o aos amigos, que não fazem favores nem se impressionam facilmente, e a apreciação foi unânime. Este vinho fez-se com uvas duma vinha velha, onde as castas se baralham, verdelho e rabigato.
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A firma Parceiros na Comunicação é jovem, tal como os seus promotores, e fez o seu primeiro rosado na vindima de 2015. Em Portugal, apesar do Mateus e do Lancers, os vinhos rosés não tinham (têm) tradição. Na moda de nicho do século XXI surgiram vários, muitas vezes pesados, chatos e adocicados.
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Não é o caso do H’Our Rosé 2015. Embora com 14% de álcool, tem uma acidez que maravilha. Apesar de ser processado por sangria, aproveitamento de uvas produzidas para tinto e não colhidas muito mais cedo, nada o indica. Metade do lote é de touriga nacional e a parte restante proveniente duma vinha velha.
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O H’Our Tinto 2012 mantém a frescura notada nos vinhos anteriormente referidos. É o Douro, nos seus aromas terrosos, de esteva e rosmaninho. O lote fez-se com uvas duma vinha velha (80%), touriga nacional (10%) e sousão (10%). Estagiou um ano em barricas usadas, de 225 litros, de carvalho francês.
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A Parceiros na Comunicação faz ainda um azeite virgem extra, a partir das cultivares cobrançosa, madural, negrinha e verdeal... epá! Gosto muito!
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H’Our Branco 2015
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Origem: Douro
Produtor: Parceiros na Comunicação
Nota: 8/10
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H’Our Rosé 2015
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Origem: Douro
Produtor: Parceiros na Comunicação
Nota: 6/10
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H’Our Tinto 2012
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Origem: Douro
Produtor: Parceiros na Comunicação
Nota: 7/10

Ninfa Branco Maria Gomes 2015 + Ninfa Rosé 2015

João M Barbosa insiste em fazer vinhos de que gosto muito. Estes Ninfa são descontraídos, mas são mais do que Sol e praia. Elegantes e prazenteiros. Sabem estar à mesa, com comidas menos pesadas, e onde apeteça para a conversa.
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O Ninfa Branco Maria Gomes 2015 fez-se com uvas duma só vinha. O Ninfa Rosé 2015 resulta de frutos alfrocheiro e aragonês. Os dois são mais uma prova de que o Tejo está a conseguir fazer esquecer o Ribatejo – apesar de terem existido bons com essa denominação.
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Ninfa Branco Maria Gomes 2015
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Origem: Regional Tejo
Produtor: João M. Barbosa
Nota: 6/10
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Ninfa Rosé 2015
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Origem: Regional Tejo
Produtor: João M. Barbosa
Nota: 7/10

quinta-feira, outubro 20, 2016

Vertical de Tinto da Talha Grande Escolha - 2003 a 2010 saltando 2009

Apanhei um elevador de Redondo, aqui em Lisboa, e confirmei que os mitos servem para iludir e serem desmascarados. Ou seja, quem diz que os vinhos do Alentejo não aguentam a passagem dos anos engana-se.
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A Roquevale enviou-me para prova sete vinhos de Tinto da Talha Grande Escolha, referentes aos anos de 2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2008 e 2010. Para quem não está ainda familiarizado com a nomenclatura vínica, a estas degustações designam-se por «verticais».
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Para quem não é profissional da escrita vínica trata-se de tarefa complicada. Desde mais porque o blogue é assumidamente amador, não científico (se isso existe na prova) e subjectivo. Portanto, precisei de ajuda. Com significativo atraso, face à data de recepção, organizou-se o momento.
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O atraso é de praticamente um ano. Lamento, mas, embora profissional da escrita, sou apenas bloguista de vinho. Para além de mim, participaram o Sérgio, a B., a D. e o J.
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Limito-me às opiniões manifestadas a escrever as manifestações. Desta vez, não serão dadas notas. Por razões:
1)      Os vinhos têm diferentes idades, sendo de 2003 a 2010.
2)      Só eu e o Sérgio comentámos todos os vinhos e demos notas de pontuação. Porém, as nossas escalas, embora decimais, não são compatíveis, devido à minha ser excêntrica e, por isso, não é óbvia – o 3 é positivo e é aberta como a escala sísmica de Richter.
3)      Só eu e o Sérgio comentámos todos os vinhos.
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A ordem de serviço dos vinhos não é unânime. Há quem prefira começar pelos mais jovens e outros pelos mais antigos. Prefiro começar pelos mais antigos, pois tendem a ser mais frágeis e seriam prejudicados se fossem apresentados pela ordem inversa.
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No email que me enviou, a 13 de Novembro de 2015, a enóloga informou que a marca Tinto da Talha surgiu em 1989. Joana Roque do Vale lançou o Tinto da Talha Grande Escolha em 2003, «como uma aposta para cima a um preço bastante acessível».
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Quanto a valores e relações entre qualidade e preço mantenho-me fiel na não pronunciação. Cada um sabe da sua carteira, do seu prazer, disponibilidade financeira e patamar nominal. Bem, avanço.
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Com excepção do 2003, que (penso) atingiu o seu ponto mais alto, a generalidade destes vinhos tem ainda anos de vida pela frente. O caso do 2006 é, para mim, interessante, pois revela já aromas terciário, mas a frescura natural e a rugosidade fazem-me querer que será ainda motivo de conversa.
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O Tinto da Talha Grande Escolha 2003 foi o estreante e fez-se com touriga nacional e aragonês. Mostra positivamente sinais da passagem do tempo, com vida pela frente. O Sérgio, que o notou com garra e secura, sentenciou-o como um dos melhores da prova. A D. sentiu-o áspero. Para mim, este ganhou.
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O Tinto da Talha Grande Escolha 2004 conheceu uma formulação diferente, conjugando syrah e touriga nacional. Está mais jovem, não na proporção do tempo, ainda com o chocolate preto, coisa em que a casta francesa costuma ser fiel. Serviu considerou-o superior aos 2003 e eu, pelo que já se percebeu, discordei. A D. não disse muito e, tal como em relação ao anterior, J. e B. mantiveram-se silenciosos.
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O Tinto da Talha Grande Escolha 2005 é um lote de touriga nacional e aragonês. Achei-o fechado e quando abriu notei-o menos vivo do que o anterior. B. não o apreciou de todo, Sérgio colocou-o acima do 2004 e voltei a divergir.
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O Tinto da Talha Grande Escolha 2006 é resultado de syrah e touriga nacional, mais marcado pelos anos do que os precedentes (excepto 2003), mostrando um agradável aroma de pelica. Elegi-o como o terceiro da prova. Curiosamente, a opinião do Sérgio (não na tabela das preferências) foi bastante próxima da minha. Finalmente, J. decidiu falar, para dizer que preferia o primeiro (2003). B. achou-o «forte» (encorpado) e D. disse ser «muito equilibrado».
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O Tinto da Talha Grande Escolha 2007 é a junção de syrah e alicante bouschet e está com frescura e gostei da sua aspereza suave. Tanto o Sérgio como moi même colocámo-lo a meio da tabela. D. disse que era fácil de se gostar, embora não lhe tivesse caído totalmente no goto.
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O Tinto da Talha Grande Escolha 2008 fez-se com aragonês e alicante bouschet. Este foi o mais consensual e, se tivesse havido votação, teria sido eleito o melhor da prova. Não fosse a minha admiração pelo estado de vida do 2003 e seria minha preferência. O Sérgio deu-lhe a sua mais alta pontuação. J. achou-o o melhor. D. gostou bastante. B. disse:
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– Gosto. É o melhor de todos.
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Para o Sérgio é «mais suave do que o anterior, mas não tão rico de aromas».
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O Tinto da Talha Grande Escolha 2010 fez-se com aragonês e touriga nacional. Quando chegou, era novidade. Provado há um mês, sensivelmente, está jovem e promete caminhar pelo tempo. Verdadeiramente, apenas J. falou e para lhe elogiar a acidez. A justiça do tempo é relativa. Lendo os comentários que recolhi, terá de esperar para mostrar a personalidade.
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Nota: Estes vinhos foram enviados para prova pelo produtor.

domingo, agosto 21, 2016

Três Bagos Branco 2015 + Três Bagos Sauvignon Blanc 2015 + Três Bagos Reserva Tinto 2013 + Três Bagos Grande Escolha Tinto 2011 + Três Bagos Grande Escolha Estágio Prolongado Tinto 2005

A firma Lavradores de Feitoria apresentou cinco vinhos. Nenhum é propriamente vinho de Verão, têm características que os tornam indicados para temperaturas mais frescas e comidas com mais substância do que saladas, peixes grelhados, mariscos…
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Três Bagos Branco 2015 resulta do lote típico de castas do Douro: gouveio, rabigato e viosinho. É um vinho com frescura e estrutura.
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Três Bagos Sauvignon Blanc 2015 é exuberante nos aromas e mais fresco na boca do que na percepção olfactiva. É guloso e com 13% de álcool é precisa já alguma prudência.
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Três Bagos Reserva Tinto 2013 está «qualquer coisa». Ou como, há uns anos, diziam os miúdos: «está muito lá»! É o Douro! Fez-se com tinta roriz, touriga franca e touriga nacional. Durante 11 meses, metade do vinho estagiou em inox, 25% em barricas novas de carvalho francês e 25% em barricas de segundo ano.
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Agora vêm os problemáticos! No bom sentido. Dois tintos ousados; poucos produtores se arriscam no conceito. Saber esperar não é arte apenas dos chineses.
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O ano 2011 está na história. Três Bagos Grande Escolha Tinto 2011 confirma-o. É o Douro, é o ano e a vida. As uvas vieram duma vinha velha, suponho que daquelas onde se misturam como uma família. Metade da fermentação fez-se em lagar de granito e a outra parte em balseiros de carvalho, com maceração prolongada. Não sei o que possa escrever que acrescente… os descritores de prova são tantas vezes maçadores e redutores… é beber e depois contar.
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Três Bagos Grande Escolha Estágio Prolongado Tinto 2005 é um dos que onde tudo se resume a quase nada. Custa-me palavrar quando cada boca e cada nariz irão julgar de toda a maneira. A complexidade e riqueza são enormes. Vagarosamente. Muito vagarosamente.
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Três Bagos Branco 2015
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Origem: Douro
Produtor: Lavradores de Feitoria
Nota: 5/10
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Três Bagos Sauvignon Blanc 2015
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Origem: Regional Duriense
Produtor: Lavradores de Feitoria
Nota: 6/10
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Três Bagos Reserva Tinto 2013
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Origem: Douro
Produtor: Lavradores de Feitoria
Nota: 7/10
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Três Bagos Grande Escolha Tinto 2011
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Origem: Douro
Produtor: Lavradores de Feitoria
Nota: 8,5/10
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Três Bagos Grande Escolha Estágio Prolongado Tinto 2005
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Origem: Douro
Produtor: Lavradores de Feitoria

Nota: 9/10

sábado, agosto 20, 2016

BSE 2015 + Colecção Privada Sauvignon Blanc 2015

Este Verão não tem sido fácil! Mas é a fruta da época, que veio abundante na minha colheita.
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Embora pareça, a minha vida não se faz no vinho. Letrinhas, vírgulas e outras coisas que existem nos teclados e nas pontas dos lápis e canetas. Daí, que ande atrasado na blogosfera.
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O Verão vai quente e há ainda muito sol para escaldões. Dos lados de Azeitão vieram dois brancos. Um incontornável e outro a caminho.
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O mais fácil de comentar é o mais difícil. Sobre este vinho, ano após ano, já escreveu muito. É um parente, conhecemo-lo todos. O BSE (Branco Seco Especial) é fiável, algo que valorizo em tudo. Em quase tudo gosto de não ter surpresas e ainda menos sobressaltos.
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Da esplanada ao churrasco (fora das matas), da comida leve à conversa. Com a virtude dos 12,3% de álcool. Tem a particularidade de a casta antão vaz não me incomodar, coisa raríssima. E tem-na em abundância (55%) – a equipa de enologia da José Maria da Fonseca é como a Regisconta! «Aquela máquina»! Conta com a arinto (34%) – provavelmente a melhor cultivar branca portuguesa – e fernão pires (11%).
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A casta sauvignon blanc, quando a sabem agarrar, dá vinhos muito sedutores, equilibrados na sensação do doce e do fresco, da fruta algo exótica a verdes de horta. Aqui, nada está exagerado, com o maracujá diluído em kiwi e líchias, e dos espargos à nota de salsa.
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Quem me lê sabe da admiração que tenho por Domingos Soares Franco e sua equipa de enologia. O senhor tem aquilo que se diz(ia) das cozinheiras: tem mão. Não basta aprender nem só trabalhar muito. O talento existe e faz tanta falta quanto os outros aspectos citados – devem completar-se. Assim acontece.
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Aqui o truque está (penso – não sou nem bruxo nem enólogo) nos 15% de verdejo ajuntados ao sauvignon blanc.
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Colecção Privada Domingos Soares Franco Sauvignon Blanc 2015
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Origem: Regional Península de Setúbal
Produtor: José Maria da Fonseca
Nota: 7/10
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BSE 2015
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Origem: Regional Península de Setúbal
Produtor: José Maria da Fonseca
Nota: 5/10
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Nota: Estes vinhos foram enviados para prova pelo produtor.

segunda-feira, julho 25, 2016

Coroa d’Ouro 2015 + Poças Reserva Branco 2015 + Vale de Cavalos 2015 + Símbolo 2015 + Poças Colheita 2001

A firma Poças Júnior é quase centenária (2018), familiar e portuguesa. À frente dos negócios está a quarta geração. É uma casa conhecida pelos Vinhos do Porto da família tawny, mas hoje apresenta também vintage e não produz apenas fortificados.
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A Poças investiu numa campanha artística, com o escultor Luís Mendonça. Quem quiser ver os trabalhos basta clicar aqui.
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A gama compõe-se por quatro marcas do Douro (sete referências – Coroa d’Ouro, Poças Reserva, Vale de Cavalos e Símbolo) e só uma de Porto (17 referências – Poças). Jorge Manuel Pintão, elemento desta quarta geração, dirige a enologia da Poças Júnior, à qual integra também André Barbosa.
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O Coroa d’Ouro 2015 tem aroma delicado, juntando ao citrino o floral notas térreas. Na boca é fresco e boa estrutura. É para ir para a mesa. As uvas vêm de duas origens: São João da Pesqueira (Cima Corgo) e Numão (Douro Superior). As castas são códega, malvasia fina, moscatel galego, rabigato e viosinho. O vinho fez-se exclusivamente em cubas de inox.
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O Poças Reserva Branco 2015 é um vinho mas complexo. Olfactivamente tem gulodice, não sendo doce, notas fumadas. Não é exuberante. Na boca está bem acima, com frescura, gordura e final longo. É obrigatório sentá-lo à mesa.
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Não posso dizer muito sobre o Vale de Cavalos 2015. Quando o provei estava jovem. Dá indicações positivas, com acidez, mas foi cedo. Fez-se com as «obrigatórias» tinta barroca, touriga franca e touriga nacional. A firma agendou o lançamento para 2017.
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O Símbolo 2015 é um típico Douro e com as feições que mais gosto. Fez-se com as típicas tinta barroca, tinta roriz, touriga franca, touriga nacional. O vinho estagiou 18 meses em barricas de carvalhos americano e francês. Gosto das ervas secas, uma pitada de lenha de azinho, tabaco louro e uma suave ginja. Tem óptima estrutura, final duradouro e frescura, prometendo viver bom tempo em garrafa.
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Eis chegado à grande especialidade da casa, Porto da família tawny. É o Poças Colheita 2001, filho de Ervedosa do Douro (Cima Corgo) e Numão (Douro Superior), com as uvas tinta barroca, tinta roriz, tinto cão, touriga franca e touriga nacional. Guarda a razão por que o Vinho do Porto tem o carisma que tem. Muito rico de aroma e extraordinário na boca.
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Coroa d’Ouro 2015
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Produtor: Poças Júnior
Origem: Douro
Nota: 5,5/10
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Poças Reserva Branco 2015
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Produtor: Poças Júnior
Origem: Douro
Nota: 6,5/10
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Símbolo 2015
Produtor: Poças Júnior
Origem: Douro
Nota: 8/10
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Poças Colheita 2001
Produtor: Poças Júnior
Origem: Porto
Nota: 9/10

domingo, julho 24, 2016

Monte da Raposinha Branco 2015 + Monte da Raposinha Rosé 2015 + Atayde Branco Reserva 2014 + Nós Tinto 2014 + Monte da Raposinha Tinto 2013 + Maria Antonieta 2013 + Athayde Grande Escolha 2013 + Furtiva Lágrima 2013

Visitei duas vezes o Monte da Raposinha, próximo de Montargil, e vim feliz. Pela simpatia natural da família Ataíde e pelos vinhos que fazem com gosto. Este ano tive direito a um improvisado espectáculo de canto, pois que a música vive por ali.
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«Una Furtiva Lagrima», área da ópera «O Elixir do Amor», de Gaetano Donizetti, é igualmente um dos expoentes do Monte da Raposinha. Nuno Ataíde, o patriarca, tem uma belíssima voz, que enche o espaço. João Ataíde, quem dá o corpo pela casa, tem um cantar mais fresco, fruto certamente de ser mais jovem. E sabem cantar!
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A propriedade tem 150 hectares, dos quais 15 são de vinha. A enologia está entregue a Susana Esteban, que assina vários excelentes vinhos do Alentejo e do Douro.
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Quando alguém diz que «este Alentejo é mais fresco» está a dizer que não tão quente quanto outros locais. É como dizer que um Fórmula 1 é lento só porque não tem a pole position. Isto para dizer da frescura dos vinhos do Monte da Raposinha.
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Nesta última visita, a porta do Inferno estava aberta. É fácil a temperatura dos vinhos despistar-se no Verão. Ora… se não fossem os bons termómetros a sentenciar os valores e ninguém acreditaria, tal o frescor natural.
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O primeiro vinho da prova foi o Monte da Raposinha Branco 2015, um lote de partes iguais de arinto e antão vaz. A primeira faz milagres e a segunda… quem me lê sabe o que penso. Porém, está longe de ser enjoativo ou de algum modo excessivo.
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O Monte da Raposinha Rosé 2015 fez-se em bica aberta e não sangria. É obviamente notória a diferença entre um rosado e um subproduto do tinto. Trata-se de lote de touriga nacional (60%) e de aragonês (40%). É um pouco fechado de aroma, mas na boca acelera e recomenda-se para além da piscina.
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O Atayde Branco Reserva 2014 é um vinho com maior complexidade do que os anteriores. Não é um branco de Verão. Fez-se com uvas chardonnay (60%) e sauvignon blanc (40%). A primeira dá-lhe gordura e volume e a segunda transmite-lhe vivacidade. Estagiou seis meses em barricas de carvalho francês.
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Quando o provei achei o Nós Tinto 2014 achei-o ainda novo, prometendo ser mais do que estava nesse momento. Gostei do ramalhete de aromas de campo, um grupo de cheiros de ervas e árvores. É um tinto descontraído, feito com alicante bouschet, aragonês, syrah e trincadeira.
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Enquanto o anterior é jovem, o Monte da Raposinha Tinto 2013 já é senhor. É aromaticamente austero e mostra-se duradouro na boca, com final seco.
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O Maria Antonieta 2013 é um tinto complexo, com um aroma fresco, de um ligeiro canabinóide até aos mais notórios mentolados com tempero de pimenta. É guloso, no melhor sentido. Fresco! Trata-se duma homenagem familiar, que certamente fará feliz a homenageada.
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O Athayde Grande Escolha 2013 é um tinto que entra na categoria de «vinho para oferecer ao médico que me operou ao coração». Penso que é um vinho universal, que agrada facilmente, do português até ao esquimó. É complexo e rico de aromas, boa estrutura de boca, fundo e longo. Fez-se com alicante bouschet, syrah e touriga nacional.
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O Furtiva Lágrima 2013 é um tinto da categoria «não levar para o jantar de apresentação aos sogros». Os senhores ficariam a saber bem demais o que o genro/nora gosta da filha/o. É bom não os habituar mal. É sedutor e complexo aromaticamente. É fresco, com nervo, longo na boca e frescura. É 90% alicante bouschet e 10% touriga nacional.
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Monte da Raposinha Branco 2015
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Produtor: Monte da Raposinha
Origem: Regional Alentejano
Nota: 6/10
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Monte da Raposinha Rosé 2015
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Produtor: Monte da Raposinha
Origem: Regional Alentejano
Nota: 5/10
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Atayde Branco Reserva 2014
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Produtor: Monte da Raposinha
Origem: Regional Alentejano
Nota: 6,5/10
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Athayde Branco Reserva 2014
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Produtor: Monte da Raposinha
Origem: Regional Alentejano
Nota: 7/10
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Nós Tinto 2014
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Produtor: Monte da Raposinha
Origem: Regional Alentejano
Nota: 4,5/10
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Maria Antonieta 2013
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Produtor: Monte da Raposinha
Origem: Regional Alentejano
Nota: X
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Atayde Grande Escolha 2013
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Produtor: Monte da Raposinha
Origem: Regional Alentejano
Nota: 7,5/10
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Furtiva Lágrima 2013
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Produtor: Monte da Raposinha
Origem: Regional Alentejano
Nota: 8,5/10

sábado, julho 23, 2016

Pancas Branco 2015 + Quinta de Pancas Branco 2015 + Pancas Tinto 2015 + Quinta de Pancas Tinto 2014 + Quinta de Pancas Reserva Tinto 2013

A Quinta de Pancas é uma casa pioneira na renovação da região vitivinícola de Lisboa. A propriedade situa-se a 45 quilómetros a Noroeste da capital e encontra-se numa vertente com boa inclinação e que a protege de maiores calores, entre a Serra de Montejunto e a lezíria do Tejo. Deu nas vistas com a uva cabernet sauvignon.
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A direcção de enologia está entregue a Frederico Vilar Gomes, que tem a responsabilidade de suceder a outro grande enólogo, João Corrêa, falecido em Agosto do ano passado. O testemunho está bem entregue.
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Nos brancos, a entrada de gama é o Pancas, tendo provado o respeitante à colheita de 2015. É um vinho com muita frescura e indicado para comidas mais leves. Fez-se com arinto (40%), fernão pires (40%) e vital (20%). Balança entre a fruta (pomóideas) e a mineralidade, nuns belos 12,5% de álcool. Mais estival é difícil.
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O Quinta de Pancas Branco 2015 tem mais nervo e abalança-se a pratos mais elaborados do que os peixes e mariscos. Fez-se com chardonnay (60%), arinto (30%) e vital (10%). A casta francesa dá-lhe untuosidade sem aquecer o lote, até porque o arinto é refrescante, especialmente na região de Lisboa. Estagiou dois meses sobre borras finas em depósito de inox.
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Quando provado, o Pancas Tinto 2015 estava muito novo. Por isso, abstenho-me de comentar, embora já indique que terá frescura.
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O Quinta de Pancas Tinto 2014 está muito apetitoso e apresenta uma característica rara: um ligeiro aroma a canabinóides, mas sobressaem notas mentoladas. Na boca prolonga-se com final seco. Fez-se com uvas cabernet sauvignon (30%), merlot (30%), touriga nacional (30%) e tinta roriz (10%).
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A cabernet sauvignon desta quinta, que sempre foi elogiada, mostra-se bem e explica o porquê da fama. Esta francesa representa 45% do lote. A touriga nacional (35%) encontra frescura nesta terra, pelo que se aproxima do floral do Dão. O lote completa-se com alicante bouschet (20%). É perigoso! São 14,5% de álcool que chegam de pantufas.
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Pancas Branco 2015
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Produtor: Companhia das Quintas
Origem: Regional Lisboa
Nota: 4,5/10
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Quinta de Pancas Branco 2015
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Produtor: Companhia das Quintas
Origem: Regional Lisboa
Nota: 6/10
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Pancas Tinto 2015
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Produtor: Companhia das Quintas
Origem: Regional Lisboa
Nota: X
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Quinta de Pancas Tinto 2014
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Produtor: Companhia das Quintas
Origem: Regional Lisboa
Nota: 6,5/10
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Quinta de Pancas Reserva Tinto 2013
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Produtor: Companhia das Quintas
Origem: Regional Lisboa
Nota: 7,5/10

sexta-feira, julho 22, 2016

Vidigueira Antão Vaz 2015 + Vidigueira Grande Escolha Branco 2015 + Vidigueira Reserva Branco 2014 + Vidigueira Rosé 2015 + Vidigueira Grande Escolha Tinto 2014

Ou emaluqueci ou o mundo está para acabar. Possivelmente as duas coisas. Esta é uma das raras vezes em que me apanham a elogiar vinhos feitos com a casta antão vaz – costumo espancar.
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Agora sem brincadeiras: a casta antão vaz é da Vidigueira. Foi aí que ganhou fama. É aí onde se expressa com frescura e se mostra muito prazenteira. Não é por acaso que os brancos desta sub-região ganharam fama. No resto do Alentejo… é mais cantigas!
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Como a designação indica, o Vidigueira Antão Vaz 2015 fez-se exclusivamente com uvas desta variedade alentejana. Não é nem sopa nem pão molhado e morno mastigado nem enjoo de fruta excessivamente doce e maçuda nem lenhosa…
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É a expressão do que deve ser. Muito fresco, sábios 12,5% de álcool, permitindo notar-lhe ananás e pêra não totalmente madura e mineralidade. Tem lonjura de boca.
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O Vidigueira Grande Escolha Branco 2015 vem no seguimento do anterior, mantendo a frescura e a mineralidade. À antão vaz foi-lhe acrescentada a casta perrum, que lhe confere alguma complexidade.
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Vidigueira Reserva Branco 2014 está num patamar superior e atira-se para comidas menos estivais. É também resultado da junção de antão vaz com perrum. É mais complexo e longevo na boca. Nele sobressaem notas mais doces, sem serem enjoativas, e de amêndoa torrada.
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O Vidigueira Rosé 2015 é uma escolha acertada para refeições leves, além dos repetidos mariscos e peixes. Vai ainda bem como desinibidor de conversas. Fez-se com uvas aragonês e touriga nacional, apanhadas propositadamente para rosado. O resultado é a feliz graduação de 12,5% de álcool.
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O Vidigueira Grande Escolha Tinto 2015 é o que se pode designar por alentejano. É isto! Não é modernaço nem conservador. Apresenta-se muito indicado para os pratos de carne, do borrego ao bovino. Fez-se com uvas das variedades alicante bouschet e trincadeira. Estagiou um ano em barricas de carvalhos americano e francês.
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Vidigueira Antão Vaz 2015
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Produtor: Adega Cooperativa da Vidigueira, Cuba e Alvito
Origem: Alentejo (Vidigueira)
Nota: 5,5/10
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Vidigueira Grande Escolha Branco 2014
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Produtor: Adega Cooperativa da Vidigueira, Cuba e Alvito
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Origem: Alentejo (Vidigueira)
Nota: 6/10
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Vidigueira Reserva Branco 2014
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Produtor: Adega Cooperativa da Vidigueira, Cuba e Alvito
Origem: Alentejo (Vidigueira)
Nota: 7/10
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Vidigueira Rosé 2015
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Produtor: Adega Cooperativa da Vidigueira, Cuba e Alvito
Origem: Alentejo (Vidigueira)
Nota: 5/10
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Vidigueira Grande Escolha Tinto 2014
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Produtor: Adega Cooperativa da Vidigueira, Cuba e Alvito
Origem: Alentejo (Vidigueira)
Nota: 5,5/10

quinta-feira, julho 21, 2016

Vila Flor Tinto Reserva 2013

A Casa d’Arrochella tem vindo a apresentar vinhos de qualidade, ano após ano, patamar a patamar. Digo que se chama consistência e perseverança. Gosto (julgo que todos ou a maioria das pessoas) de saber com o que conto. As oscilações de qualidade não beneficiam ninguém, sobretudo o produtor. Se não existir regularidade, o enófilo só comprará duas vezes: a do ano que gostou e a do que se decepcionou.
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Essa é uma situação que neste caso não se põe de forma alguma. Por vontade do produtor, quer pela política seguida, quer pela escolha de um enólogo com muitas provas dadas: Luís Soares Duarte.
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Este produtor dispõe de 115 hectares de vinhas, espalhados por cinco propriedades, na sub-região do Douro Superior.
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Sou grande apreciador dos tintos do Douro e este cabe-me bem no nariz e na boca. Tem dentro a região, resultado das condições naturais e do lote, composto por uvas de tinta roriz, touriga franca e touriga nacional. Estagiou nove meses em barricas de carvalho francês.
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Vila Flor Tinto Reserva 2013
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Produtor: Grandes Quintas
Origem: Douro
Nota: 6/10
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Nota: Este vinho foi enviado para prova pelo produtor.